quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cavalo-marinho

    O cavalo-marinho (Hippocampus) é um peixe ósseo, da família Syngnathidae.    

    Existem 32 espécies diferentes de cavalos-marinhos nos mares de regiões de clima tropical e temperado, em profundidades que variam de 8 a 45 metros.  
   
     Todas as espécies são consideradas vulneráveis por órgãos de proteção à natureza.    

       
     Em todas as fases de sua vida, possui hábitos alimentares carnívoros, alimentando-se de pequenos crustáceos,moluscos e vermes, que são sugados por seu focinho tubular. Só comem alimentos que se movimentam.
  
                         
     

 hippocampus laranjado  O cavalo-marinho possui uma cabeça alongada, muito parecida com a cabeça dos cavalos, inclusive a crina. Sua semelhança com o cavalo deu origem ao nome. O corpo desse pequeno e delicado peixe é coberto por placas em forma de anel. Possuem ainda a barbatana dorsal redonda e minúsculas nadadeiras peitoral e anal. Esse peixe pode medir entre 15 cm e 18 cm.
Assim como os camaleões, os cavalos-marinhos mudam de cor e movimentam seus olhos saltados em diferentes direções, independentes um do outro. O cavalo-marinho é o único peixe que possui a cabeça perpendicular ao corpo
Para nadar, o cavalo-marinho vibra as barbatanas dorsais com velocidade. Nada na posição vertical, e possui uma cauda preênsil com a qual se agarra em plantas marinhas no momento em que se alimentam.   

    A reprodução desse peixe é fora do comum, pois é o macho da espécie que gera os filhotes. A fêmea, no momento da cópula, transfere os ovos de sua bolsa incubadora para dentro da bolsa incubadora do macho. A fecundação ocorre dentro da bolsa incubadora do macho, no momento que ele libera o esperma. Essa bolsa fica na região ventral da cauda. A gestação dura dois meses, geralmente na primavera. No momento do nascimento, os ovos eclodem dentro da bolsa incubadora. O macho se contorce violentamente para expelir os filhotes, em média 500 por gestação.
Os filhotes nascem com menos de 1 cm, transparentes. Apesar de sua fragilidade, já se tornam completamente independentes dos pais ao nascer. A primeira coisa que fazem é subir a superfície para encher as bexigas natatórias de ar, para que tenham equilíbrio ao nadar. Apenas 3% dos filhotes sobrevivem aos predadores naturais.
   

  
       A viviparidade é definida como o nascimento de filhotes bem desenvolvidos e ativos e está associada com a fecundação interna e o desenvolvimento embrionário e fetal no interior do corpo de um dos pais.
Os organismos em que ocorre esse tipo de incubação têm custos energéticos elevados e riscos maiores de predação. Embora os organismos vivíparos apresentem tamanhos reduzidos de ninhada se comparados com espécies que se reproduzem por meio de ovos (ovíparas), a viviparidade permite uma maior sobrevivência da prole, pois minimiza a influência ambiental durante o desenvolvimento embrionário.
A viviparidade é encontrada em apenas 2-3% das cerca de 30 mil espécies de peixes conhecidas
A viviparidade é encontrada em 54 famílias de peixes, mas ocorre em apenas 2-3% das cerca de 30 mil espécies conhecidas. Como essas espécies não possuem útero, o desenvolvimento da prole ocorre na cavidade ovariana ou folicular.
       A nutrição embrionária pode ocorrer através do vitelo, de outros ovos ou mesmo de outros embriões. Em algumas espécies os recursos alimentares e os gases respiratórios são fornecidos aos embriões através de estruturas epidérmicas, de projeções intestinais, de pseudoplacentas foliculares ou de estruturas similares a placentas, mas que possuem vitelo.
     

Um dos pais que mais viajam para proteger os filhotes é o cavalo-marinho, que choca os ovos numa bolsa em sua barriga.
A fêmea põe milhares de ovos na bolsa do macho, que os fecunda e protege os embriões até furarem a casca. O fundo da bolsa segrega um fluido nutritivo que alimenta os filhotes. Depois de cerca de duas semanas, uma ninhada de cavalos-marinhos em miniatura é expelida por uma série de contrações da bolsa.


O cavalo-marinho é o exemplo mais conhecido de "gravidez" no macho, mas houve adaptações semelhantes em inúmeros parentes seus, inclusive o peixe-trombeta, que vive entre as plantas aquáticas da costa oeste da Suécia.
Os biólogos que estudam esses peixes descobriram que, nessa espécie, a troca dos papéis sexuais é quase completa.
Na maioria dos animais, o macho inicia a corte e o acasalamento e a fêmea é exigente na escolha do parceiro. No caso dos cavalos marinhos, não há machos suficientes para chocar todos os ovos das fêmeas. Portanto, o macho é muito procurado, e é a fêmea que faz a corte.
  
Fonte:

  • Curiosidades biológicas

   

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dia mundial da tartaruga


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   Dia 16 de junho é o dia dos bichinhos mais espetaculares  e dóceis,as tartarugas.   


     A tartaruga marinha é um réptil marinho vertebrado das famílias CheloniidaeDermochelyidae que está ameaçado de extinção. Esse animal tem uma casca que cobre seu corpo e que lhe serve de casa. Têm bicos serrados e escamas sobre a cabeça.    
     Existe um fóssil de uma tartaruga marinha que acredita-se que seja o mais antigo. O fóssil tem pelo menos 110 milhões de anos, foi encontrado no interior do Ceará, em Santana do Cairiri, na Chapada do Araripe.  Este fóssil foi batizado de Santanachelys gaffneyi. Em Santanachelys  foi possível constatar que as tartarugas marinhas atuais não sofreram muitas modificações desde de os registros mais antigos. Esse animal viveu na terra e devido à necessidade de alimento passou a viver no mar. 
      Os quelônios sofreram diversas adaptações que os permitiram sobreviver tanto tempo em ambientes diferentes: diminuíram o numero de vértebras, ocorreu a fusão das costelas onde foi formada a carapaça óssea com revestimento córneo; as tartarugas marinhas ganharam um casco mais achatado contribuindo para hidrodinâmica e nadadeiras ao invés de patas. 
      No período Cretáceo existiam 4 famílias de tartarugas marinhas (ToxochelyidaeProtostegidae,Cheloniidae e Dermochelyidae ) no qual destas família apenas duas permanecem até os dias atuais (Cheloniidae e Dermochelyidae).   
     Esse animal tem olfato, audição e visão muito desenvolvidos. Atualmente, as tartarugas marinhas podem medir 2 metros e chegam a 600 kg (existem registros de uma tartaruga com quase uma tonelada). Elas vivem nas águas tropicais, principalmente no litoral. No Brasil são encontradas principalmente em Recife.      
     São carnívoras ou vegetarianas dependendo da espécie.
  • Carnívoras: alimentam-se principalmente de águas vivas, peixes e outros animais do mesmo porte. Devido à contaminação no litoral, essas tartarugas confundem águas vivas com plástico e acabam morrendo engasgadas ou com problemas intestinais.  
  • Vegetarianas: comem principalmente algas, o que cria condições para viverem no litoral brasileiro.
      O acasalamento ocorre quando a fêmea escolhe o macho para “namorar” sendo que uma fêmea pode acasalar com vários machos. A fêmea lembra-se exatamente onde nasceu e volta ao mesmo local para botar seus ovos. Uma fêmea chega a botar ovos de 4 a 6 vezes por temporada, com 60 a 120 ovos por ninho. Os ovos demoram cerca de 50 dias para eclodirem, porém mais da metade dos ninhos não tem condições para a incubação dos ovos. Outro fator que impede o nascimento é o fato de alguns caranguejos e aves comerem os ovos quando acham um ninho.   
      Após o nascimento, os filhotes vão para a praia, porém muitos morrem no caminho já que existem aves, lagartos e outros animais à espera para devorá-los. Após estarem na água, têm de passar por outros obstáculos, como peixes e lulas. Após crescidos, seus predadores são os tubarões e algumas baleias.
       A atual taxonomia reconhece 7 espécies de tartarugas marinhas:
     Alguns especialistas ainda consideram uma oitava espécie, a Chelonia agassizi (tartaruga negra).    
      As tartarugas podem viver mais de 120 anos
    Fonte:
  InfoEscola    
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